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4 Verdades Surpreendentes Sobre Perícia e Marketing que Vão Mudar Sua Estratégia

  • Foto do escritor: Glaucia De Souza
    Glaucia De Souza
  • 14 de nov.
  • 5 min de leitura

O sucesso para peritos e outros profissionais hoje não depende apenas do conhecimento técnico aprofundado, mas de uma compreensão estratégica das intersecções entre direito, finanças e marketing. Ao analisar conversas e materiais de especialistas de diversas áreas, surgem padrões e verdades contraintuitivas que desafiam a abordagem tradicional. Este artigo revela 4 verdades interconectadas que provam que o maior ativo do profissional moderno não é o confronto, mas a colaboração estratégica, a construção de autoridade e a resolução de conflitos.


1. Em Ações Bancárias, a Verdadeira Batalha Não é Vencida (Apenas) no Tribunal

A primeira verdade surpreendente é que a eficácia nas ações bancárias depende menos de "ganhar a causa" no sentido litigioso e mais de uma estratégia de colaboração e negociação inteligente, onde o processo judicial é um meio, e não o fim.


A Parceria é Essencial

A relação entre advogados e peritos contábeis é simbiótica, muito parecida com a de um advogado em um caso de paternidade que depende de um laboratório para os resultados do DNA. Conforme destacado pelo advogado Ronan de Souza Nascimento e pela perita Regiane Almeida, o domínio do advogado é a estratégia jurídica, enquanto o do perito é a análise técnica dos números. Tentar fazer tudo sozinho não é apenas ineficiente, mas estrategicamente fraco.

"o advogado parar o cérebro dele para fazer cálculo, eu acho assim uma perda de tempo muito grande".

Essa divisão de trabalho permite que cada profissional opere em sua máxima capacidade, fortalecendo a posição do cliente.


Uma Tese Ousada e o Poder do Acordo

Ronan de Souza Nascimento utiliza um argumento jurídico contraintuitivo não necessariamente para vencer no tribunal, mas para criar alavancagem. Ele postula que juros remuneratórios acima de 12% ao ano violam o princípio do "equilíbrio contratual". Embora essa tese possa ser difícil de vencer apenas por seus méritos legais, sua função principal é iniciar uma ação judicial que obriga o banco a negociar, provando que a ameaça de litígio é muitas vezes mais poderosa do que seu resultado. Como ele mesmo afirma, "o que sustenta a gente na advocacia são os acordos". Isso transforma a ação judicial de uma batalha legal de soma zero em uma ferramenta para criar alavancagem de negociação, priorizando o resultado financeiro do cliente em vez de uma vitória processual.

Assim como a batalha no tribunal é redefinida pela colaboração, a batalha por clientes é vencida não por vendas agressivas, mas pela construção de confiança.


2. O Melhor Marketing é Aquele que Não Parece Venda

As regras restritivas de publicidade da OAB não são um obstáculo, mas um guia para uma forma mais poderosa e ética de marketing: o marketing de conteúdo. A OAB/SE proíbe "dizeres próprios de atividade comercial", como "Consulte-nos hoje mesmo!" ou "Promoção", e veda a captação indevida de clientela.

Em vez de focar no que é proibido, a estratégia moderna e permitida é criar conteúdo informativo e educacional. Abordar dúvidas comuns, tratar de temas sazonais e se posicionar como especialista em um nicho específico através de blogs, vídeos e redes sociais são práticas incentivadas. A abordagem não é fazer uma oferta direta, mas construir autoridade e confiança ao fornecer valor. O cliente em potencial não é "captado", ele é atraído pela sua expertise demonstrada. Em última análise, as "restrições" da OAB não são uma jaula, mas um filtro, forçando os profissionais a adotarem um modelo de marketing mais sofisticado baseado em autoridade e confiança, ativos que superam e muito qualquer publicidade direta.

No entanto, criar conteúdo valioso é apenas metade da equação. Para ter sucesso de verdade, esse valor deve estar atrelado a uma reputação, tornando essencial que você não seja apenas bom, mas visto como uma referência.


3. Não Basta Ser Bom; é Preciso Ser Visto Como uma Referência

A competência técnica, por si só, é insuficiente no mercado competitivo atual. A ideia central, defendida pelo perito Fernando Borges, é que a visibilidade e a reputação são tão importantes quanto a habilidade de executar o trabalho. Ele descreve um manual não negociável para construir autoridade.

"No mercado pericial não basta ser bom... é preciso ser visto como uma referência".

Para construir essa percepção, Borges descreve um plano de ação prático e, em sua maioria, gratuito:

  • Produção de conteúdo relevante: Crie vídeos, lives ou artigos que demonstrem seu conhecimento sobre temas técnicos, respondendo a dúvidas comuns de seu público-alvo.

  • Uso estratégico das redes sociais: Utilize o LinkedIn para ser encontrado por tribunais e profissionais do direito, e o Instagram para atrair advogados como clientes, focando em uma comunicação clara e profissional.

  • Reformule sua proposta de valor: Mude de uma lista de credenciais para uma solução direta. Borges insiste que sua biografia deve responder imediatamente à pergunta central do cliente: "Que problema você resolve?". Uma biografia como "Perícia Contábil e Financeira" é poderosa porque é centrada no cliente, não no ego.

  • Networking moderno: Participe de grupos de interesse. Esses grupos são o que Borges chama de "o novo café", o equivalente moderno das reuniões informais onde as relações profissionais eram antes forjadas, agora evoluídas para comunidades digitais de interesse e oportunidade compartilhados.

Este princípio de posicionamento estratégico se estende para além do marketing e adentra a própria natureza da resolução de conflitos, revelando que o movimento mais inteligente é, muitas vezes, evitar completamente o campo de batalha público.


4. A Solução Mais Inteligente Para um Conflito Pode Ser Evitar o Fórum

A quarta verdade surpreendente é que a ferramenta mais poderosa para resolver uma disputa financeira pode ser justamente aquela que evita o litígio. A perícia contábil extrajudicial, conforme detalhado pela Aprobato Neto Perícias Técnicas, é um recurso estratégico que permite às partes resolverem conflitos antes que eles se tornem um processo judicial.

Contratada diretamente pelos interessados em cenários de alto risco como uma dissolução de sociedade ou uma fusão ou aquisição, essa modalidade oferece benefícios claros:

  • Agilidade e Redução de Custos: Evita a burocracia, os custos e os longos prazos do judiciário, permitindo uma resolução rápida e econômica.

  • Confidencialidade: Mantém informações financeiras e disputas em sigilo, protegendo a reputação das empresas e indivíduos envolvidos.

  • Preservação de Relacionamentos: Encoraja o diálogo e a negociação, o que é crucial em conflitos societários onde as partes podem precisar continuar a interagir profissionalmente.

  • Imparcialidade e Segurança: Fornece um laudo técnico e imparcial que serve como uma base sólida e factual para um acordo amigável, eliminando a subjetividade da discussão.

Isso não é meramente uma alternativa ao litígio; é uma decisão estratégica para controlar o resultado, gerenciar o risco e priorizar a continuidade dos negócios em detrimento de um conflito legal prolongado.


Conclusão: Construindo Pontes, Não Muros

Estas quatro verdades não são táticas isoladas; são componentes de uma estrutura estratégica unificada. O profissional moderno que tem sucesso é aquele que entende que é, fundamentalmente, um arquiteto de soluções, construindo pontes através de parcerias, autoridade através do conhecimento compartilhado e resoluções através de canais eficientes e privados. A estratégia vencedora é aquela que constrói pontes.

E você, na sua área de atuação, está construindo sua carreira com base em quais verdades ocultas?


***Produzido por Glaucia Costa de Souza – 14/11/2025.

 

 
 
 

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